Saiu nesta quinta-feira dia (02) de maio, o resultado da seleção para a edição do 14º Festfolk - Festival Nacional de Danças Folclóricas de Blumenau, que é realizado todos os anos na Vila Germânica. Mais uma vez o Wesoly Dom terá a honra de participar de mais uma edição que conta com uma integração de diversos grupos folclóricos do país, com várias etnias diferentes como ucranianos, alemães, russos, italianos, além da polonesa e grupos que trazem o próprio folclore brasileiro.
Em paralelo ao Festfolk também é realizado a Feira da Amizade, este ano a exposição que acontece nos três setores do Parque Vila Germânica pretende receber mais de 200 expositores entre clubes de mães, organizações não-governamentais (ONGs), artesãos e clubes de serviço.
O evento tem o apoio cultural do governo do Estado de Santa Catarina - Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e Funcultural.
A edição do ano passado contou com um público nos seus três dias de realização, de aproximadamente 61 mil pessoas, tendo 54 apresentações folclóricas. Teve presença de três regiões brasileiras: Nordeste, Sudeste e Sul. “Além da diversidade étnica e cultural, o festival contribuiu para o fortalecimento da formação do público por meio da qualidade técnica dos grupos e da variedade dos figurinos apresentados”, comentou Rolf Geske, coordenador do Festfolk. ( Fonte: http://www.blumenau.sc.gov.br/gxpsites/hgxpp001.aspx?1,1,442,O,P,0,PAG;CONC;442;1;D;10947;1;PAG;, - Texto de Sérgio Antonello)
Lembrando que o evento é aberto a todos os públicos, para maiores informações acessar o site da Prefeitura de Blumenau:
Essa semana o post é sobre alguns dos mais conhecidos palácios e castelos da Polônia, um pouco da história de apenas dez dos inúmeros que existem, são pontos de referência turístico e considerados uns dos mais belos em toda Europa.
JJEspero que gostem !!JJ
1 - Palácio Wilanów
O Palácio Wilanów está localizado no município de Wilanów, juntamente com o seu parque e outros edifícios, formam um dos mais preciosos monumentos da Cultura Nacional Polaca. Ele sobreviveu às Partições da Polonia e a guerras, preservando as suas autênticas qualidades históricas.
É lembrado como sendo a versão polonesa do Palácio de Versalhes, Wilanów significa Cidade Nova.Conta-se que a semelhança entre Versalhes e Wilanów deve-se em grande parte aos monarcas de França e Polônia, na época. Tanto Luiz XIV quanto Jan Sobieski eram católicos – na época a Europa estava conturbada por disputas entre católicos e protestantes – subiram ao trono na mesma época e admiravam os mesmo estilos arquitetônicos. A própria situação dos palácios, próximos das capitais, mas ao mesmo tempo convenientemente afastados, era semelhante. (http://www.viagensimagens.com/cast_wilanow.htm)
O Palácio Wilanów foi construído para o Rei polaco Jan III Sobieski, no último quartel do século XVII, e mais tarde foi ampliado por outros proprietários. As elevações e interiores do palácio, usando símbolos antigos, glorificam a família Sobieski, especialmente os triunfos militares do Rei.
Atualmente a propriedade é administrada pelo governo, e é uma das principais atrações turísticas de Varsóvia. Ao adentrar no palácio os visitantes serão conduzidos através de um verdadeiro labirinto de salas, salões e corredores, profusamente adornados com milhares de peças artísticas.Também os jardins de Wilanów são um requinte de bom gosto, lembrando em muito aos de Versalhes.
Wilanów
2 - Castelo de Ujazdów
O Castelo de Ujazdów (Polaco: Zamek Ujazdowski) é um castelo na região histórica de Ujazdów, entre o Parque de Ujazdów e o Parque dos Banhos Reais (Łazienki Królewskie), em Varsóvia, Polónia.
O primeiro castelo no local foi erguido pelos Duques da Mazóvia, no século XIII. Contudo, no século seguinte, a sua corte moveu-se para o futuro Castelo Real de Varsóvia, pelo que o castelo de Ujazdów foi praticamente abandonado.
No Século XVI, uma casa senhorial foi construída para a Raínha Bona Sforza.
Ujazdów
3 - Castelo de Łańcut
O Castelo esta localizado na cidade de Łańcut no sul da Polônia. Do século XVII, este grande edifício abrigou as famílias nobres Pilecki, Stadnicki, Lubomirski e Potocki. Hoje o castelo tornou-se um grande museu.
Encomendado por Stanislaw Lubomirski, em 1629, o edifício foi concluído em 1641 pelo arquiteto Maciej. Em 1775 tornou-se então de propriedade de Izabela Lubomirska, sendo ampliado e remodelado seu interior pelo arquiteto Vincenzo Brenna. A partir deste período, o palácio ganhou um salão neoclássico e grande sala de jantar, bem como extensos jardins com pavilhões.
No século XIX, a propriedade do edifício passou para a família Potocki. De 1889 a 1914, o penúltimo dono, Roman e Elżbieta Potocki, fez o palácio ser reestruturado passando por uma reforma.
Łańcut
4 - Castelo de Kliczków
O castelo do vilarejo de Kliczków, na Baixa Silésia, é um verdadeiro conto de fadas! Erguido no século 13, em meio a uma floresta, o local sobreviveu no decorrer dos séculos a guerras e disputas. Desde 2001, após diversas reformas, virou um hotel com diárias a partir de 300 zloty.
O Castelo de Malbork foi construído pela Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, uma ordem religiosa católica romana alemã de cruzados. Situa-se cerca de 60 quilômetros a sudeste de Gdansk, na cidade polaca de Malbork. A ordem chamou-lhe Marienburg (Castelo de Maria), o mesmo nome que receberia a cidade que cresceu à sua volta.
Construído por Siegfried von Feuchtwangen a mando dos Czernichovscki, o castelo encontra-se em posição dominante sobre a margem direita do rio Nogat, afluente do Vístula, sendo assim acessível aos navios mercantes e às barcaças. Este era inicialmente um convento, depois transformado num castelo com todos os efeitos. Em constante evolução durante quase duzentos e trinta anos, o castelo é o exemplo clássico de uma fortaleza medieval. Aquando da sua conclusão, em 1406, era o maior castelo gótico de tijolos no mundo.
A UNESCO designou o "Castelo da Ordem Teutônica em Malbork" e o seu museu como Patrimônio Mundial da Humanidade em Dezembro de 1997. É um dos dois sítios classificados pela UNESCO na região com origens na Ordem Teutônica, sendo o outro a "Cidade Medieval de Thorn" (Toruń), fundada em 1231 como sítio do castelo Thorn.
Malbork
6 - Castelo de Książ
Lendas e o sobrenatural atraem a castelo polonês. Depois da meia-noite, dizem, o espírito de Daisy von Hochberg-Pless é presença sentida naquele que foi seu recinto favorito, ao tempo em que viveu em Ksiaz (1892-1922) - uma propriedade de 400 cômodos, que a inglesa tornada princesa por meio do casamento dizia odiar pela falta de banheiros. Dizem ainda que ela, um "fantasma do bem", usa um vestido branco e gosta de tocar piano ali na sala, uma das mais simples do castelo erguido sobre a rocha (395 metros acima do nível do mar) cuja história remete ao século 10 e a uma lenda digna da saga arturiana.
Książ é um castelo na Silésia/Polónia em Wałbrzych. Foi construído em 1288-1292 sob mando de Bolko. Encontra-se dentro de uma área protegida chamada Książ Landscape Park.
A fortificação original foi destruída no ano de 1263 por Ottokar II da Boêmia. Bolko I, Duque de Świdnica e Jawor construído um novo castelo entre 1288 e 1292. Duke Bolko II de Świdnica morreu em 1368 sem ter filhos com sua esposa Agnes von Habsburg, após sua morte no ano de 1392 o rei Venceslau IV da Boêmia obteve o castelo; passado para
Janko z Chociemic no ano de 1401. Os hussitas Bohemian ocuparam o castelo entre 1428-1429. No ano de 1464 Birka z Nasiedla conquistou o castelo e a coroa de Bohemian.
Birka z Nasiedla venderam a Hans von Schellendorf. A segunda construção do castelo foi destruída em 1482 por Georg von Stein. No ano de 1509 Konrad von Hochbergse tornou dono da colina do castelo; em 1941 a família tomou pose da edificação. O castelo foi ocupado pelo Exército Vermelho em 1945, onde quase todos os artefatos foram perdidos ou destruídos.
Książ
7 - Castelo de Torun
Torun deve suas origens à Ordem Teutônica, que construiu um castelo lá em meados do século 13 como uma base para a conquista e a evangelização da Prússia. Ela logo se desenvolveu um papel comercial, como parte da Liga Hanseática. No Antigo e Cidade Nova, os muitos imponentes edifícios públicos e privados dos séculos 14 e 15 (entre eles a casa de Copérnico) são prova evidente da importância de Torun.
O Castelo Real de Wawel, situado na colina Wawel da cidade de Cracóvia, Polónia.
Tem torres e muralhas que nossa memória infantil deseja ver, mas todas as atenções estão voltadas para a Catedral e a área do palácio, que contém os Apartamentos Reais Privados e os Salões de Estado.
A magnífica catedral, com sua planta nada óbvia, é o local de repouso final de uma infinidade de importantes religiosos e antigos monarcas poloneses. Destaque para a capela de Sigismundo, que guarda o corpo dos reis Sigismundo I e II, e o mausoléu de Santo Estanislau. Capital do país de 1038 a 1569, aqui estão os restos de 39 dos 45 monarcas do país. Aqui também estão enterrados heróis nacionais como Tadeusz Kosciuszko e de poetas como Adam Mickiewicz.
Já a área do palácio é um tour por uma série de aposentos com serena decoração. Muito além da simples ostentação, os amplos e claros salões que envolvem o grande pátio, dão uma clara noção de nobreza e poder. Só é possível visitar o palácio em tours guiados e com horário marcado.
História de Varsóvia: As origens da cidade remontam à Idade Média e por isso a cidade Velha ou Stare Miasto é um burgo muralhado (reconstruído meticulosamente) que é da Idade Média e da época do Renascimento. Mas o crescimento da cidade inicia-se verdadeiramente no século XIV, em redor do castelo dos Duques de Masóvia, sendo elevada a capital do reino nos finais do século XVI, após o incêndio de Carcóvia. Foi ocupada pelos Suecos e pelos Russos diversas vezes e fez parte do Império Francês de Napoleão Bonaparte como capital do grão-ducado de Varsóvia.
O ducado de Mazóvia surge no contexto da fragmentação do Reino da Polónia, em 1138, após a morte de Bolesław III. E foi por vontade de Boleslaw III que a Mazóvia foi governada pelo seu filho, Boleslaw IV, mais tarde Grande Príncipe da Polónia, e outros duques da Mazóvia da linhagem da dinastia Piast.
Entre os duques da Mazóvia, Boleslaw IV foi Grão-duque da Polónia de 1146 a 1177, enquanto Konrad I foi Grão-duque de 1229 a 1232 e de 1241 a 1243. Konrad I foi quem pediu ajuda à Ordem Teutónica contra os pagãos Prussianos. Quando o reino da Polónia foi restaurado em 1295 com a coroação de Przemysł II, o ducado da Mazóvia manteve-se independente. Mas em 1351 os duques tornaram-se vassalos dos reis da Polónia, enquanto que a diocese de Płock sempre fora pertença do episcopado polaco de Gniezno.
De 1385 a 1462 o ducado de Belz foi integrado no ducado da Mazóvia. Mas o último duque e Piast mazóvio, Janusz III, faleceu em 1526, incorporando a Mazóvia no Reino da Polónia.
A fortificação de madeira já havia sido erguido em Dobczyce durante o reinado dos primeiros membros dos Piasts (por volta do século 10). Segundo a lenda, o castelo foi construído por um dos que eu Mieszko guerreiros - Dobek, que chegou a esta terra, juntamente com seus filhos. Władysław Jagiełło ordenou a conservação do castelo e os rendimentos doados a partir da Mina de Sal de Wieliczka para esta finalidade.
Em seu momento de pico do castelo abrigava 70 quartos e três torres. Kazimierz Jagiellończyk mudou o castelo em uma academia para seus filhos. No século 16 problemas financeiros forçaram Stefan Batory para entregá-la a Sebastian Lubomirski, que converteu em uma residência renascentista. No século 18, o castelo foi completamente deserta. Durante a Revolta de Novembro de 1830 as suas paredes foram desmontadas e utilizadas para construir uma igreja próxima, que foi lá para apresentar dias. Na década de 1960, as obras de remodelação foram realizadas. Atualmente o castelo abriga um Museu Regional de PTTK - Sociedade de Turismo polonês País-amante.
Todo ano alguma região polonesa de Araucária recebe a responsabilidade de organizar a festa do Dzień Polski (Dia Polonês), que já está em sua 8º edição e é uma grande festa muito esperada por todos os descendentes de poloneses da cidade. Comunidades como Colônia Cristina, Costeira, Campestre já organizaram a festa, há rumores de que no próximo ano aconteça no Tietê.
Nesta 8º edição que aconteceu no útimo domingo dia (21), quem foi incumbido pela realização do evento foi Guajuvira de Baixo, Rosa Maria Wojcik (Dona Rosinha) e sua equipe fizeram do evento um grade sucesso que contou com a presença de muitas pessoas inclusive de outras cidades.
A programação deste ano teve a Cavalgada saindo de Colônia Ipiranga até a Praça de Guajuvira, Santa Missa rezada em polonês pelo Padre Lourenço, almoço com pratos típicos deliciosos como o pierogi e a tarde com apresentações folclóricas do Wesoly Dom, Grupo Koza, Coral Dzień Polski e baile com Garotos Galponeiros.
JJAbaixo algumas fotos do evento...JJ
Cavalgada
Dona Helena Boçoen
Coral Dzień Polski
Procissão de entrada
Missa - Capela Senhor Bom Jesus
Homenagens
Apresentações folclóricas - Wesoly Dom
Apresentações Folclóricas - Wesoly Dom
Apresentações folclóricas - Wesoly Dom
Apresentações folclóricas - Wesoly Dom
Apresentações folclóricas - Wesoly Dom
Exposição Cultural
Fotografia: Flaviane Wojcik
Vídeo Sokowa:
Esperamos que tenha gostado e, ano que vem tem mais !
O tema do nosso post da semana é sobre um pouco da colonização polonesa no Brasil, Paraná e Araucária. Lembrando que todo conteúdo aqui abordado possuí suas respectivas referências citadas na sequência.
Se você possui e conhece maiores informações, compartilhe conosco!
ASPECTOS GERAIS SOBRE A COLONIZAÇÃO POLONESA NO BRASIL
E PARANÁ
Foto: Intenet
Os primeiros representantes do grupo étnico polonês chegaram ao Brasil em 1869. Um grupo de 16 famílias, com aproximadamente 80 pessoas, provenientes da localidade de Siolkowice, região de Opole, província da Silésia, então sob ocupação prussiana, fixou-se numa área de terras da Colônia Príncipe Dom Pedro, próxima à Colônia Itajaí, atual município de Brusque-SC.
“Quando a imigração polaca começou no Brasil, não existia o Estado Polaco, somente a nação. A Polônia, após ter sido um dos maiores países europeus nos séculos XVI e XVII, foi invadida no século dezoito pelos seus três vizinhos, Rússia, Áustria e Prússia”. (ULYSSES, 2000, pg 64)
No Paraná, estudos apontam o ano de 1871 como marco principal da vinda dos poloneses, ou seja, dois anos depois de se fixarem em Santa Catarina. Nessa data, o grupo já ampliado, chegou a Curitiba, instalando-se no bairro do Pilarzinho. Fixaram-se também em São Mateus do Sul, Rio Claro, Mallet, Cruz Machado, Ivaí, Reserva e Irati. Em Curitiba, fundaram várias colônias que hoje são, por exemplo, os bairros de Santa Cândida e Abranches.
Misturados a outras correntes imigratórias, ou isoladamente, o grupo se fixou, em terras catarinenses e paranaenses, com o objetivo de cumprir contratos de obras, propostas por engenheiros, ou militares.
Pode-se definir que a imigração polonesa para o Brasil se deu em quatro fases:
· 1ª fase, 1869-1871
Vieram para o Brasil nesse período, mais precisamente para Brusque (SC) 32 famílias. Entretanto, não se adaptando às adversidades da região, uma vez que a maioria dos moradores da colônia eram alemães, foram transferidos para Curitiba, estabelecendo-se no Pilarzinho.
· 2ª fase, 1873-1891
No ano de 1873, desembarcaram no porto de São Francisco (SC) 64 famílias, totalizando 258 pessoas que, após conseguirem autorização do presidente do Paraná, Dr. Frederico Abranches, se estabeleceram a 6 Km de Curitiba no atual bairro Abranches. Em 1876, as colônias polonesas no entorno de Curitiba contavam com 3850 pessoas. Uma no vale do Iguaçu, próximo a Palmeira-PR, onde se desenvolveram as colônias polonesas de Santa Bárbara, Canta Galo, Rio dos Patos, São Mateus, Água Branca, Eufrosina e Rio Claro, num total de 8200 pessoas. A outra comissão, de Rio Negro-PR, foi responsável pela formação das colônias polonesas de: Lucena e Itaiópolis, num total de 1488 pessoas e a colônia de Augusta Vitória com 120 pessoas”. Em 1891, em “Massaranduba-SC estabeleceram-se em torno de 1000 pessoas.”
· 3ª fase, 1895-1908
Nessa fase, em 1895, vieram da Galícia (região dominada pelos russos), 350 pessoas para a colônia Alberto de Abreu, nos arredores de Porto União. Em 1896, foram assentados pelo governo paranaense cerca de 2500 pessoas, na colônia de Água Amarela (hoje Antônio Olinto-PR), predominando aí os poloneses de procedência russa e os outros da região da Galícia. Nas colônias de Rio Claro, Mallet e Dorizom-PR, estabeleceram-se cerca de 1000 famílias, predominantemente oriundas da região dominada pela Rússia.
Ainda em 1896 foi assentada a maior colônia polonesa paranaense, em Prudentópolis, com cerca de 10.000 pessoas, onde 70% de seus membros eram provenientes, também, da região de domínio russo.
· 4ª fase, 1908-1912
Foi a fase da imigração polonesa que trouxe o maior número de imigrantes para o Paraná, totalizando um número de 23.406 pessoas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na mesma fase, receberam 1000 e 7000 imigrantes poloneses, respectivamente.
Artigo de: Antonio Leocadio Cabral Reis / Orientador: Marcos Aurélio Tarlombani da Silveira
COLONIZAÇÃO POLONESA EM ARAUCÁRIA
COLONIZAÇÃO DE ARAUCÁRIA
Os primeiros poloneses que chegaram em Araucária (em 1876) situaram-se em locais próximos dos rios Iguaçu e Passauna. Ao redor terras férteis, porém as condições de acesso a Curitiba eram muito precárias, por meio de carreiros. Muitos produtos, como centeio, arroz, trigo, erva mate e outros ficavam nos paióis e seus habitantes passaram necessidades, pois não tinham como vender. É importante destacar que os primeiros poloneses “vieram para uma colonização de povoamento”, diferente dos primeiros portugueses e espanhóis na América, que vinham para “explorar e exportar uma só cultura, com mão de obra escrava”. Os poloneses aqui chegaram para construir sua cidadania, ou, como outra expressão, alegavam: “Deus vos escolheu para a lavoura”. Esse não era o sentimento dos primeiros poloneses, de se dedicarem apenas à lavoura, pois esta lhes roubava o direito de estudar e prosperar com melhores condições de vida, dedicando a pesquisas e a ciências. Por isso, uma reflexão: os imigrantes poloneses e de outras etnias chegaram ao Brasil para SUSBTITUIR OS ESCRAVOS? Tinham como primeira razão a fé, construindo igrejas para salvar apenas a alma; Construir escolas para fundamentar conhecimentos aos filhos; Construir sociedade para salvar sua cultura, seus costumes e organizar seus trabalhadores cooperativos;
Qual era a prioridade da sociedade?
E que influência essa imigração recebeu dos índios, que aqui moravam, e dos escravos que sobreviveram?
Aqui chegando, os poloneses fizeram suas casas, mas também se preocuparam com a educação. Construíram a sociedade, escola e depois a Igreja. Jerônimo Durski, pai das escolas polonesas, imigrou em 1851. Ele foi também o primeiro polonês a residir no Paraná. O manual escrito por ele em língua polonesa e portuguesa em 1893 é tido como a primeira obra do gênero, tanto na Polônia como no Brasil. Ele lecionou português numa escola do Estado. Entre seus alunos, estavam eminentes brasileiros como o Dr. Caetano Munhoz da Rocha, que foi governador da Província do Paraná. Teve ainda Clotário Portugal, que tornou-se presidente do Tribunal da Justiça e o próprio historiador Romário Martins. Durski morreu em Campo Largo, em 1905.
OS POLONESES: COMO E PORQUE VIERAM PARA ARAUCÁRIA?
A vinda foi através de um recrutamento feito por empresas particulares que faziam promessas de que o Brasil era rico, tinha ouro, mas quando aqui chegaram o ouro era o “verde” das matas a serem desbravadas. O Brasil, diante da lei Euzébio de Queiroz, que proibiu o tráfi co de escravos em 1850, resolveu trocar o trabalho escravo pelo assalariado, tentando suprir a demanda de alimentos de Curitiba, que estava em bom crescimento.
Os imigrantes poloneses se estabeleceram em Thomás Coelho. Foram recrutados em grande parte pelo agente de imigração Eugenio Bendaszewski, natural de Gorlice, antiga Galícia austríaca e residente em Curitiba. Em cada núcleo, fundou-se uma escola e edificou-se uma capela. Inicialmente o número de seus lotes era de 182, mas em 1878 isso foi ampliado para 270, fi cando conhecido como Roça Nova. O nome dado à colônia foi uma homenagem prestada pela província ao então Ministro da Agricultura, Thomas José Coelho de Almeida, membro do Gabinete do Império, presidido por Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.
DESENVOLVIMENTO
O fato de a colônia possuir uma serraria pertencente a Pedro Hey concorreu muito para o seu desenvolvimento inicial, porque os colonos podiam vender os pinheiros que abundavam em seus lotes e, com o lucro, melhorar os seus estabelecimentos, comprando instrumentos agrícolas. A existência dessa serraria contribuiu para que os colonos pudessem construir suas casas a preços mais favoráveis. O colono poderia ligar-se à terra que habitava pelo direito à propriedade, facilitando-se a aquisição da mesma. Cada imigrante maior de 10 anos teria um auxílio de fixação de $ 20.000 (Réis) e mais a mesma soma para compra de utensílios e sementes. Após a fixação do imigrante, este seria logo empregado na construção de estradas da colônia, cessando então na alimentação que era por canta do governo. Em cada colônia mais afastada da capital, seria edificada uma escola e uma capela. As novas gerações que houvessem apreendido a lidar com a terra e dominar as condições brasileiras
FONTES DE PESQUISA:
SWERCZEK Wendelin, A seara do semeador, Gráfi ca Vicentina, 1980.Curitiba/PR.
WACHOWICZ Ruy, História do Paraná, 6ª edição, gráfi ca Vicentina, 1988. Curitiba.
WACHOWIC Ruy (Tomas Coelho uma comunidade camponesa).
ARTIGO ESCRITO POR Pedro Greboge Filho / Professor de História e Filosofia. Artigo do ano de 2008.
Ao longo dos anos, a cidade foi construindo e revitalizando alguns monumentos históricos em referencia ao marco da colonização polonesa, alguns deles são:
Igreja de São Miguel
A capela foi construída em 1882, na localidade denominada "Campina dos Ausentes", sob a orientação do engenheiro Virgílio da Gama Lobo, em terreno doado por Aleixo Trauczynski, depois de muita polêmica entre os colonos poloneses, galicianos e silicianos quanto à escolha do local. No dia 10 de dezembro de 1884, a igrejinha foi visitada pela Princesa Izabel, a qual menciona em carta-diário dirigida a seu pai, o Imperador D. Pedro II, que "... a capela é bonitinha, mas horrivelmente pequena para os 3000 colonos que existem em Thomaz Coelho". Em 1888 a capela foi reformada às custas dos próprios colonos. No mesmo ano, foi criado o curato de Thomaz Coelho, tendo como sede a Capela de São Miguel, elevada à categoria de Matriz em 15 de dezembro de 1936. Em 1937, a capela foi restaurada, tendo como vigário o Padre Boleslau Bayer. O Padre Francisco Madej, em 1948, deu inicio a ampliação (6m x 15m) com a orientação do engenheiro Ficinski, sendo concluída em 1952. Durante esta reforma, a Igreja recebeu altar de mármore importado em diversas cores, com ornamentos em bronze, o piso da escadaria do altar foi executado em mármore de Carrara. A pintura interna é do começo da década de 1950, apresentando motivo floral e anjos, tudo em policromia viva. No piso foi usada a técnica de ladrilhos hidráulicos, com motivos geométricos. As portas e janelas testemunham o gosto pelo estilo neogótico, comum na época, linguagem esta que foi adotada na maioria das reformas feitas em edifícios dos programas religiosos da época. Entre 1971 e 1973, a igreja foi reformada na sua parte externa. Localiza-se na Rua Boleslau Bayer. Tel. (41) 3643-1240.
Horário de visitação: nos horários de missa ou agendar com as irmãs da Casa Betânia.
Interior Igreja São Miguel - Foto: Carlos Poly
Parque Romão Wachowicz
Foi criado pela Prefeitura Municipal em 27 de julho de 1995 com intuito de preservar a memória da imigração polonesa. No local encontra-se a Capelinha de São Miguel, o Memorial da Imigração Polonesa, um mirante com vista para a Barragem do Passaúna, um pequeno bosque, um pomar, um anfiteatro, uma pequena trilha que contorna o parque e alguns recantos com bancos.
A imigração polonesa na região de Araucária iniciou-se em Thomaz Coelho, que foi a maior colônia de imigrantes poloneses das circunvizinhanças da capital fundada por Lamenha Lins em 1876 e tinha como objetivo abastecer a capital do Estado com gêneros agrícolas. A grande religiosidade destes imigrantes registra-se em Araucária através da construção de capelinhas em terrenos particulares. Localiza-se na Avenida Centenário, 1105.
Horário de atendimento: terça-feira à sexta-feira das 8h às 17h30, sábados, domingos e feriados das 10h às 17h.
Foto: Carlos Poly
Capelinha de São Miguel
Foi construída em 1894, pelo imigrante polonês Miguel Gurski em seu terreno particular. A capelinha foi restaurada em 1981. Em 1995, a capelinha foi novamente restaurada e atualmente faz parte do Memorial da Imigração Polonesa.
Capelinha de São Miguel - site Turismo pelo Brasil
Portal Polônico
Inaugurado em 9 de abril de 2000, data do encerramento do IV Congresso Polônico da América Latina. O Portal Polônico mostra duas fases da arquitetura do imigrante polonês no município, combinando elementos arquitetônicos da casa de troncos da segunda metade do século XIX e posteriormente da casa de tábuas de pinheiros. Os lambrequins também caracterizam essa última fase. Localiza-se na Avenida das Araucárias.
Portal Polônico - Blog Circulando Curitiba
Aldeia da Solidariedade
Constituída por centenárias edificações em madeira rudimentar, construída pelos poloneses que chegaram à região. Em 1982, foram transferidas de Thomaz Coelho, Roça Velha e Roça Nova para o Parque Cachoeira. Conta com duas casas, chiqueiro, paiol e picador de palha, utilizados para oficinas de arte e artesanato. Localiza-se na Rua Ceará, 65 – Parque Cachoeira. Informações Tel. (41) 3901-5195 - e-mail: aldeia@araucaria.pr.gov.br
Horário de visitação: de segunda-feira à sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Aos sábados, domingos e feriados é permitida a visitação externa às casas no horário de funcionamento do Parque Cachoeira das 10h às 17h.